ESTUDANDO CEAP
domingo, 8 de julho de 2018
CURIOSIDADES SOBRE AS COPAS DO MUNDO DE FUTEBOL
Curiosidades sobre a História da Copa do Mundo de Futebol
Em 2010, pela primeira vez na história, a Copa do Mundo foi realizada no continente africano. A África do Sul foi a sede do evento que ocorreu entre os dias 11 de junho e 11 de julho de 2010. A Espanha tornou-se, pela primeira vez na História, campeã mundial.
Em 2014, a Copa do Mundo foi realizada no Brasil. O evento retornou ao território brasileiro após 64 anos, pois foi em 1950 que havia ocorrido a última copa no Brasil.
- O recorde de gols numa mesma Copa é do francês Fontaine com 13 gols (marcados na Copa de 1958). Já o recorde geral da História de todas as Copas é do alemão Miroslav Klose com 16 gols.
- O Brasil é o único país que participou de todas as Copas do Mundo.
- O Brasil é o país com mais títulos conquistados: total de cinco.
- A Itália e a Alemanha foram quatro vezes campeã mundial. A Argentina e Uruguai possuem dois títulos. Inglaterra, Espanha e França possuem apenas um título cada.
- A Copa do Mundo é o segundo maior evento esportivo do planeta, ficando atrás apenas dos Jogos Olímpicos.
- As Copas do Mundo da França (1998), Japão / Coreia do Sul (2002), Alemanha (2006) e da África do Sul (2010) foram as únicas que tiveram a participação de 32 seleções. Vale lembrar que a Copa do Mundo do Brasil (2014) também contou com a participação de 32 seleções mundiais.
- As maiores goleadas na história da Copa do Mundo de Futebol foram: Hungria 10 x 1 El Salvador (Copa de 1982); Iugoslávia 9 x 0 Zaire (Copa de 1974); Hungria 9 x 0 Coreia do Sul (Copa de 1954); Alemanha 8 x 0 Arábia Saudita (Copa de 2002); Suécia 8 x 0 Cuba (Copa de 1938); Portugal 7 x 0 Coreia do Norte (Copa de 2010) e Polônia 7 x 0 Haiti (Copa de 1974).
- A maior goleada imposta pela seleção brasileira ocorreu no Maracanã, durante a Copa do Mundo de 1950 realizada em nosso país. No quadrangular final, o Brasil venceu a Suécia pelo placar de 7 a 1.
- A maior goleada sofrida pelo Brasil em jogos da Copa ocorreu em 2014. A seleção brasileira perdeu nas semifinais para a Alemanha por 7 a 1.
- O Brasil possui o melhor desempenho na História da Copa do Mundo de Futebol: Foram 20 copas disputadas, ou seja, todas. Disputou 104 jogos com 70 vitórias, 17 empates e 17 derrotas.
- Em junho de 2018, a seleção brasileira ocupava o 2º lugar no ranking FIFA. Na primeira colocação estava a Alemanha e na terceira a seleção belga.
- A Copa do Mundo de Futebol de 2018 está acontecendo na Rússia.
- A Copa do Mundo FIFA de 2022, que ocorrerá no Catar, será realizada entre os dias 21 de novembro e 18 de dezembro.
- A partir da Copa do Mundo de Futebol de 2026, serão 48 seleções participantes. Durante o campeonato serão realizados 80 jogos em 32 dias. Em 2026, a Copa do Mundo será realizada, pela primeira vez na história, em três países (Estados Unidos, Canadá e México).
Os campeões de todos os tempos
Uruguai (1930) / Itália (1934) / Itália (1938) / Uruguai (1950) / Alemanha (1954) / Brasil (1958) / Brasil (1962) / Inglaterra ( 1966) / Brasil (1970) / Alemanha (1974) / Argentina (1978) / Itália (1982) / Argentina (1986) / Alemanha (1990) / Brasil (1994) / França (1998) / Brasil (2002), Itália (2006), Espanha (2010), Alemanha (2014).
Sugestões de leitura:
- Os 50 Maiores Jogos das Copas do Mundo - Paulo Vinicius Coelho, Panda Books
- Moderno Almanaque das Copas do Mundo - Gláucia Parreira, Yendis
- Copas do Mundo: Histórias e Estatísticas - Luiz Fernando Baggio Monclar, Axcell Books
- Brasil em Copas do Mundo - Barbosa Filho, Panoramas do Saber.
https://www.suapesquisa.com/educacaoesportes/historiadacopa.htm
COPA DO MUNDO DE 1930 a 2010
Conheça a história das Copas do Mundo
Uruguai sediou o primeiro Mundial, em 1930, ano em que também celebrava os seus 100 anos de independência
publicado: 05/11/2009 12h59, última modificação: 22/12/2017 21h00
http://www.brasil.gov.br/editoria/esporte/2009/11/conheca-a-historia-das-copas-do-mundo
A ideia de criar um campeonato mundial de futebol surgiu em 1904, ano em que foi fundada a Federação Internacional do Futebol (Fifa), mas só foi concretizada em 1930, quando o Uruguai sediou a primeira Copa do Mundo. O país foi escolhido por possuir então o título olímpico no futebol e por celebrar, naquele ano, seus 100 anos de independência.
A decisão de realizar a primeira Copa do Mundo no Uruguai desagradou a dirigentes e jogadores europeus, que enfrentavam dificuldades por conta da crise econômica que se seguiu à quebra da Bolsa de Valores de Nova York, em 1929. Uma viagem longa, cansativa e custosa, cruzando o Oceano Atlântico, era a última das preocupações que muitos gostariam de ter, e isso significava a possibilidade de viajar sem os melhores jogadores.
Como resultado, das 13 seleções participantes (convidadas a entrar no torneio, já que não passaram por eliminatórias) apenas quatro eram europeias – França, Romênia, Bélgica e Iugoslávia. As outras nove equipes eram do continente americano: Brasil, Uruguai, Argentina, Peru, Chile, Paraguai, Bolívia, México e Estados Unidos.
No dia 30 de julho de 1930, Uruguai e Argentina disputaram a primeira final de Copa do Mundo, no estádio Centenário, construído para o torneio mundial. O país-sede derrotou a Argentina por 4 a 2, de virada. Para que a população pudesse comemorar, no dia seguinte o governo decretou feriado nacional. O Brasil ficou em sexto lugar na competição.
1934 – Itália
A Itália disputou com a Suécia a possibilidade de sediar a segunda edição da Copa do Mundo. Os suecos ambicionavam os lucros do torneio e os italianos tinham objetivos políticos -- o regime fascista de Benito Mussolini queria usar a Copa para promover o país. Por falta de condições financeiras, a Suécia desistiu da briga. Com a escolha da Itália, o Uruguai decidiu não disputar o campeonato, em retaliação à não participação da seleção italiana na Copa de 1930, realizada em seu território. Tornou-se assim o único campeão a não defender seu título.
A Copa do Mundo de 1934 contou com 16 equipes, classificadas em uma disputa preliminar entre 32 países. Foi realizada numa escala muito maior do que a anterior, com transmissão radiofônica ao vivo para 12 países que participavam do torneio. Além disso, os jogos foram disputados em oito cidades -- no campeonato anterior todas as partidas haviam ocorrido na mesma cidade, Montevidéu, a capital uruguaia.
O Brasil foi eliminado pela Espanha logo na primeira fase da competição e ficou na 14ª posição – a pior participação do País na história das Copas. Destino semelhante teve a Argentina, eliminada pela Suécia no início do torneio. A final foi disputada entre a Itália e a antiga Tchecoslováquia (que reunia a República Tcheca e a Eslováquia, hoje países independentes). A “Azzurra”, como é conhecida a seleção italiana, venceu os visitantes na prorrogação e conquistou o título.
1938 – França
Com diversos problemas políticos e econômicos, o mundo vivia o temor de uma Segunda Guerra Mundial, que teve início em 1939. A Espanha enfrentava uma guerra civil e ficou de fora da terceira Copa do Mundo. A Áustria havia sido anexada pela Alemanha, o que reduziu o número de equipes participantes de 16 para 15 -- vários jogadores austríacos participaram da seleção alemã. Também ficaram de fora o Uruguai e a Argentina. Esta última boicotou o campeonato porque havia perdido a disputa para sediá-lo. O Brasil foi o único país sul-americano a viajar para a França, terra natal de Jules Rimet, idealizador do torneio.
As seleções da Itália e da Alemanha, que estavam sob os regimes fascista e nazista, foram vaiadas em alguns momentos do torneio. Ainda na primeira fase, Brasil e Polônia protagonizaram um dos jogos mais emocionantes da história das Copas, vencido por 6 a 5 pelo time de Leônidas da Silva, o “Diamante Negro”, artilheiro da competição.
Nas quartas-de-final, o jogo do Brasil contra a Tchecoslováquia foi marcado pela violência. Entre as vítimas, estavam o goleiro tcheco Frantisek Planika, que quebrou um braço, e o atacante Oldrich Nejedly, que fraturou uma perna. A partida, que teve dois jogadores brasileiros e um tcheco expulsos, acabou empatada em 1 a 1. No jogo de desempate, disputado em clima pacífico, o Brasil venceu por 2 a 1.
A seleção brasileira perdeu a semifinal contra a equipe italiana por 2 a 1, mas conquistou a terceira colocação ao derrotar a Suécia por 4 a 2. A Itália se sagrou bicampeã mundial ao vencer a Hungria, também por 4 a 2.
1942 e 1946
A Copa do Mundo não foi realizada nesses anos por causa da Segunda Guerra Mundial. Durante esse intervalo, o troféu conquistado em 1938 pela Itália ficou escondido em uma caixa de sapato embaixo da cama do então vice-presidente da Fifa, o italiano Ottorino Barassi. Em 1950, para celebrar a sobrevivência e o retorno do evento, o troféu de campeão foi renomeado de Taça Jules Rimet.
1950 – Brasil
Depois do intervalo provocado pela Segunda Guerra Mundial, a Copa do Mundo voltou a ser realizada. Por não ter sido diretamente afetado pela guerra, o Brasil foi escolhido para sediá-la. Construiu então o maior estádio do mundo, o Maracanã, inaugurado na partida entre Brasil e México, vencida pelos brasileiros por 4 a 0.
A Copa de 1950 foi disputada de acordo com um sistema incomum. A primeira fase era composta de 13 equipes, divididas em dois grupos de quatro, um de três e um de duas. Brasil, Suécia, Espanha e Uruguai (que até então havia jogado apenas uma partida, derrotando a Bolívia por 8 a 0) se classificaram para a etapa final, na qual as quatro jogaram entre si. Os resultados indicavam o favoritismo do Brasil: 7 a 1 sobre a Suécia e 6 a 1 sobre a Espanha.
Num jogo acompanhado por cerca de 200 mil torcedores, a seleção brasileira precisava apenas de um empate com o Uruguai, que tinha sido derrotado pela Suécia (3 a 2) e havia empatado com a Espanha (2 a 2). O Brasil começou ganhando, mas, aos 21 minutos do segundo tempo, o Uruguai igualou o placar, para pouco depois, aos 34 minutos, marcar o segundo gol e acabar com a esperança brasileira de conquistar seu primeiro título mundial. Os uruguaios conquistaram o bicampeonato e se igualaram à Itália em número de conquistas.
1954 – Suíça
Depois de se surpreender com a vitória do Uruguai sobre o Brasil na Copa de 1950, o mundo assistiu à derrota da favorita Hungria para a Alemanha Ocidental na final do torneio seguinte. Campeã olímpica no futebol em 1952, a Hungria chegou à Copa sem adversários que a ameaçassem. Na primeira fase do mundial, venceu a Coreia do Sul por 9 a 0 e a Alemanha Ocidental por 8 a 3, placares que ajudaram o campeonato a atingir uma média de 5,4 gols por jogo, marca não superada até hoje.
Foi na Copa de 1954 que a seleção brasileira estreou sua famosa camisa amarela. Mas o País chamou a atenção na competição por um episódio negativo – brigas em campo e nos vestiários com os jogadores da Hungria, partida que mandou os brasileiros de volta para casa, derrotados por 4 a 2 pela favorita (o Brasil ficou na sexta posição). A final da competição ocorreu num dia chuvoso. A Alemanha surpreendeu o mundo ao vencer a Hungria por 3 a 2, de virada, e conquistar seu primeiro título mundial.
1958 – Suécia
A Copa do Mundo de 1958, a primeira televisionada, apresentou ao mundo o esquema 4-2-4 (quatro defensores, dois meios-campos e quatro atacantes) e Pelé, um jovem de apenas 17 anos. O maior jogador de todos os tempos marcou seu primeiro gol contra o País de Gales, nas quartas-de-final.
Brasil e Inglaterra protagonizaram a primeira partida sem gols da história da competição. Mas a final do torneio foi repleta deles: com craques como Pelé e Garrincha, o Brasil venceu a Suécia por 5 a 2. A seleção brasileira disputou a decisão vestindo a camisa azul, porque os anfitriões usavam amarelo em seu uniforme.
Os brasileiros conquistaram a taça e a simpatia dos suecos. Depois da vitória, a seleção, famosa por sua simpatia fora do campo, percorreu o gramado com a bandeira do país anfitrião e recebeu cumprimentos efusivos do Rei Gustav IV.
1962 – Chile
Nove jogadores da seleção brasileira de 1958 participaram da equipe que disputou o mundial de 1962. Se na conquista do primeiro título o mundo conheceu Pelé, na Copa seguinte quem brilhou foi Garrincha, então com 25 anos. O rei do futebol, apelido pelo qual Pelé já era conhecido, deixou o torneio logo no segundo jogo, por causa de uma contusão.
O bom futebol no torneio chegou a ser ofuscado pela violência. Na partida entre Chile e Itália, que os donos da casa venceram por 2 a 0, muitos socos e pontapés foram dados, resultando em dois jogadores expulsos e um com o nariz quebrado, todos da Itália. Na semifinal entre a Tchecoslováquia e a Iugoslávia, o jogo foi paralisado aos 4 minutos, quando o árbitro ameaçou expulsar todos os jogadores em campo caso a violência continuasse.
Na semifinal, vista por 80 mil torcedores, o Brasil enfrentou o anfitrião e venceu por 4 a 2, com dois gols de Garrinha e dois de Vavá. A grande final foi disputada com a Tchecoslováquia, quando a seleção brasileira derrotou os europeus por 3 a 1, conquistando, assim, o bicampeonato mundial.
1966 – Inglaterra
A Copa do Mundo de 1966 foi a primeira para a Inglaterra em dois aspectos: como sede e como campeã. A conquista do título foi controversa. Na partida final, disputada com a Alemanha Ocidental, o placar marcava 2 a 2. Já na prorrogação, o atacante inglês Geoff Hurst acertou a trave e a bola caiu próxima à linha do gol. O assistente considerou que havia sido gol, confirmado pelo árbitro. Abalada com a marcação, a Alemanha levou outro gol nos últimos minutos de jogo.
A Inglaterra também foi a primeira a criar um mascote, o leão Willie. Outro animal que teve destaque na Copa de 1966 foi o cachorro Pickles, que ganhou celebridade ao encontrar a Taça Jules Rimet, roubada antes da realização do mundial enquanto estava numa exposição em Londres.
Nos gramados, novamente a violência chamou a atenção. Atingido por jogadores da Bulgária e de Portugal, Pelé acabou ficando no banco na derrota da seleção contra a Hungria por 3 a 1, ainda na primeira fase, o mesmo placar do jogo contra os portugueses. O Brasil não passou para a próxima fase e ficou 11º lugar. Apesar do fracasso, Pelé e Garrincha se tornaram os primeiros jogadores a marcar gols em três edições consecutivas da Copa do Mundo.
1970 – México
Na Copa no México, a primeira a ser televisionada em cores, o Brasil se tornou o primeiro País a conquistar o tricampeonato, depois de derrotar a a Itália por 4 a 1 no jogo final. Além de Pelé, que participava de seu quarto campeonato, a seleção exibiu craques como Jairzinho, Tostão, Gerson, Rivelino e Carlos Alberto.
Por causa dos diferentes fusos horários entre o México e a Europa, decidiu-se que as partidas seriam realizadas ao meio-dia, para adequar sua exibição à programação das emissoras de TV europeias. O calor do México era ainda maior nesse horário e, ao lado da altitude elevada, houve muita preocupação em relação à condição física dos jogadores. Por isso, duas substituições por time passaram a ser permitidas. Outras novidades foram as estreias dos cartões amarelos e vermelhos.
A partida com mais gols na prorrogação de toda a história do mundial ocorreu na Copa de 1970, entre a Alemanha Ocidental e a Itália. Depois de empatar em 1 a 1 no tempo regulamentar de uma das semifinais, as seleções fizeram cinco gols na prorrogação, dois para a Alemanha e três para a Itália, com um placar final de 4 a 3 na partida.
Alguns dos momentos mais espetaculares do torneio foram protagonizados por Pelé. Entre eles, três “quase gols”: uma cabeçada violentíssima defendida pelo goleiro inglês Gordon Banks, um chute do meio de campo contra a Tchecoslováquia e um drible de corpo no goleiro uruguaio, Ladislao Mazurkiewicz, que não resultou em gol, mas encantou a todos que acompanhavam a partida.
1974 – Alemanha
Embora não tenha vencido a Copa do Mundo de 1974, o Brasil teve um importante papel no torneio, já que o brasileiro João Havelange tornou-se presidente da Fifa, sendo o primeiro não europeu a assumir o posto. Um novo troféu passou a ser disputado, já que a Taça Jules Rimet havia ficado definitivamente com o Brasil após a conquista do tricampeonato.
Foi na Copa de 1974 que o mundo conheceu a “Laranja Mecânica”, apelido dado à seleção da Holanda por conta da cor de sua camisa e da movimentação incansável de seus jogadores em campo. A equipe não disputava um mundial desde 1938, quando ficou na penúltima posição.Em 1974 chegou à final como favorita, inclusive passando pelo Brasil, que ficou em quarto lugar na competição. No entanto, foi a Alemanha Ocidental que conquistou o título, vencendo a Holanda por 2 a 1.
1978 – Argentina
A Copa na Argentina gerou polêmicas que marcaram a história do mundial. As manifestações começaram antes mesmo do início do torneio. A Fifa enfrentou protestos, boicotes e pedidos para que a sede da competição fosse alterada, já que a Argentina vivia em plena ditadura militar. Mas o presidente da federação, João Havelange, manteve a realização do mundial no país sul-americano.
Brasil e Argentina disputaram uma vaga na final nas mesmas condições: haviam estreado com vitória e empatado entre si. Estavam no mesmo grupo de Peru e Polônia, e somente uma equipe iria para a decisão do torneio. Na rodada decisiva, o Brasil venceu a Polônia por 3 a 1 e a Argentina derrotou o Peru por 6 a 0 (precisava fazer quatro gols ou mais de diferença para superar o Brasil). Muitos contestaram o resultado, alegando que o goleiro Quiroga, do Peru, havia favorecido a Argentina por se tratar de seu país natal. Outros afirmavam que a seleção peruana teria recebido 10 mil dólares para perder o jogo.
Na final, Argentina empatou com a Holanda no tempo regulamentar. Venceu na prorrogação com mais dois gols e conquistou sua primeira Copa do Mundo.
1982 – Espanha
A grande novidade na Copa da Espanha foi o aumento no número de equipes participantes, de 16 para 24. Seis “principiantes” ingressaram na competição: Argélia, Camarões, El Salvador, Honduras, Kuwait e Nova Zelândia. A Argélia derrotou a Alemanha em seu jogo de abertura e Camarões quase se classificou para a segunda fase, mas perdeu para os italianos no saldo de gols. El Salvador não foi tão feliz: sofreu o maior número de gols na história das Copas, perdendo de 10 a 1 para a Hungria.
A seleção brasileira que disputou a Copa de 1982, comandada por Telê Santana, se tornou célebre por contar com craques como Zico, Falcão, Sócrates, Júnior e Éder. Mas o time perdeu para a Itália nas quartas-de-final, por 3 a 2, ficando com a quinta colocação. A partida final, entre Alemanha Ocidental e Itália, foi vencida por 3 a 1 pela “Azzurra”, que se igualou ao Brasil na conquista de três títulos mundiais.
1986 – México
Depois de a Colômbia ter desistido de sediar a Copa do Mundo por motivos financeiros, o México se tornou o primeiro país a receber o campeonato pela segunda vez. Desta vez, as seleções que faziam sua estreia no torneio foram Dinamarca, Canadá e Iraque. A primeira se destacou na fase inicial, derrotando favoritos como Uruguai e Alemanha Ocidental, e ganhou o apelido de “Dinamáquina”. Quem fez mais história foi o Marrocos, o primeiro país africano a ultrapassar a primeira fase.
A seleção brasileira terminou o torneio em quinto lugar e viu sua rival Argentina conquistar o bicampeonato. No jogo do título, os argentinos empatavam em 2 a 2 com a Alemanha. O passe para o gol decisivo foi feito por Diego Maradona, que brilhou na Copa de 1982, mas também protagonizou um lance polêmico que se tornou famoso. Na partida contra a Inglaterra, nas quartas-de-final, o capitão argentino usou o braço para disputar a bola com o goleiro Peter Shilton e fazer o gol, no que ele se referiu como uma ajuda da “mão de Deus”. Fez também o seu gol mais bonito, deixando uma fila de jogadores ingleses para trás antes de tocar para as redes.
1990 – Itália
Com a conquista da Copa do Mundo de 1990, a Alemanha se igualou ao Brasil e à Itália ao se tornar tricampeã. Mas o verdadeiro destaque do torneio foi a seleção de Camarões, primeira do continente africano a chegar às quartas-de-final. A equipe só voltou para casa depois de ser eliminada pela Inglaterra, já na prorrogação.
Embora a Itália não tenha poupado recursos para sediar sua segunda Copa do Mundo, construindo dois estádios e reformando outros dez, a edição de 1990 é considerada por muitos a menos emocionante da história do mundial. A média de gols por partida foi de apenas 2,21, a menor de todos os tempos. Nem mesmo o Brasil exibiu o futebol habitual, conquistando apenas o nono lugar no ranking, sua pior participação desde 1966. A Alemanha Ocidental, depois de conquistar nos pênaltis a vaga na grande final, derrotou a Argentina por 1 a 0 e conquistou o tricampeonato.
1994 – Estados Unidos
A ideia de sediar uma Copa do Mundo num país sem tradição no futebol foi vista com desconfiança por muita gente. Esperava-se que o evento fosse um fracasso financeiro e de público. Mas o presidente da Fifa, João Havelange, pretendia com isso cruzar a última fronteira da modalidade e conquistar de vez os norte-americanos.
A Copa de 1994 mostrou-se um sucesso: obteve o recorde de mais de 3,5 milhões de espectadores (mais de 68 mil por partida, em média). Os destaques da competição foram a Suécia, que conquistou o terceiro lugar, e a Bulgária, que eliminou a Alemanha depois de jamais ter vencido um jogo na Copa do Mundo. Os búlgaros só voltaram para casa ao perder para a Itália na semifinal.
Duas notícias negativas marcaram o campeonato. A primeira envolveu Diego Maradona, que foi pego em exame antidoping e foi obrigado a abandonar os gramados. A segunda foi a morte do colombiano Andres Escobar. Autor do gol contra que desclassificou a Colômbia, na partida contra os EUA, o zagueiro foi assassinado em seu país depois de se envolver em uma discussão com torcedores revoltados com a eliminação.
Nas quartas-de-final, na partida contra a Holanda, o brasileiro Bebeto dedicou seu gol ao filho recém-nascido, num gesto que depois se popularizou: os braços, unidos, balançando como se estivessem segurando um bebê. O Brasil chegou à final para disputar o título com a Itália – ambas as seleções buscavam o tetracampeonato. Depois do tempo regulamentar sem gols, a partida foi disputada nos pênaltis e terminou quando o principal destaque da Itália, Roberto Baggio, errou o gol. O Brasil se tornou o primeiro tetracampeão mundial.
1998 – França
Com 32 seleções participando da competição, a Copa do Mundo de 1998 foi a maior realizada até então. A França sediou o torneio pela segunda vez e, impulsionada por sua torcida, conquistou seu primeiro título. A edição contou com a estreia do Japão, da Jamaica e da África do Sul, e a maior surpresa veio com a Croácia, que participou de sua primeira Copa do Mundo após a independência da antiga Iugoslávia. Depois de passar por Alemanha e Holanda, os croatas chegaram ao terceiro lugar, e seu atacante Davor Suker foi o artilheiro da Copa.
Os Estados Unidos e o Irã, com relações políticas estremecidas, competiram em uma partida sem violência e as seleções posaram juntas para fotos. Os iranianos venceram os norte-americanos por 2 a 1 e foram recebidos como heróis em seu país, mesmo tendo sido eliminados. Os anfitriões do evento chegaram à sua primeira final de Copa do Mundo e enfrentaram o Brasil, comandado por Mário Zagallo.
A seleção brasileira entrou em campo abalada – o atacante Ronaldo, grande destaque até então, teria tido uma convulsão pouco antes da partida, mas ainda assim foi escalado. O Brasil acabou perdendo por 3 a 0, e a França conquistou sua primeira Copa do Mundo.
2002 – Japão/Coreia do Sul
A Copa do Mundo de 2002 foi a primeira realizada no continente asiático, e em dois países consecutivamente, e teve como destaques a própria Coreia do Sul e a Turquia. A coanfitriã fez uma boa campanha, vencendo a Itália e a Espanha, e chegou à quarta colocação, após ser derrotada pela Turquia.
O Japão também comemorou seu bom desempenho, passando pela primeira fase e sendo eliminado pela Turquia nas oitavas-de-final. O país europeu também foi responsável por tirar da jogada a seleção de Senegal, que fez sua estreia na história da Copa do Mundo e chegou às quartas-de-final. Já a França (sem marcar nenhum gol no campeonato) e a Argentina voltaram para casa antes do que se esperava, ainda na fase inicial.
A edição asiática da Copa do Mundo foi a oportunidade para o atacante Ronaldo dar a volta por cima depois do ocorrido na França. Foram dele os únicos dois gols na final contra a Alemanha. O jogador marcou oito gols durante a Copa, perdendo apenas para os dez gols de Gerd Mueller pela Alemanha Ocidental nos jogos de 1970, no México.
A seleção brasileira, comandada por Luiz Felipe Scolari, o “Felipão”, ganhou todas as partidas disputadas no torneio de 2002 e teve o melhor ataque da competição (18 gols). Com esses números, conquistou o pentacampeonato e se tornou o único país a se sagrar campeão nos três continentes que já realizaram uma Copa do Mundo – Europa, América e Ásia.
2006 – Alemanha
Na Copa do Mundo, que contou com cerca de 3 milhões de torcedores presentes nos jogos, a imagem mais marcante não foi positiva: na partida final, o capitão francês Zinedine Zidane deu uma cabeçada no italiano Marco Materazzi e foi expulso do jogo. Até chegar a essa etapa, a equipe italiana havia sofrido apenas dois gols, um contra e um de pênalti.
A África mais uma vez se destacou com seleções que estreavam na Copa do Mundo. Costa do Marfim pressionou a Holanda e a Argentina; Angola empatou com México e Irã; e Gana derrotou a República Tcheca e os Estados Unidos. Já o Brasil terminou a competição em quinto lugar, com Ronaldo marcando seu 15º gol numa Copa do Mundo, a maior marca já atingida por um jogador. O troféu da Copa de 2006 ficou com a Itália, que conquistou o tetracampeonato.
2010 - África do Sul
A África do Sul recebeu a primeira Copa do Mundo realizada no continente africano. Com estádios construídos exclusivamente para receber o torneio de futebol, as partidas foram distribuídas por nove cidades-sede.
Trinta e duas seleções foram classificadas para a disputa da Taça. As seleções da Sérvia e da Eslováquia faziam sua primeira participação na competição como países independentes. A edição teve apenas uma grande goleada: Portugal fez 7 a 0 em cima da Coreia do Norte. Porém, também contou com goleadas da Seleção Alemã sobre grandes seleções: 4 a 1 na Inglaterra e 4 a 0 na Argentina.
A grande campeã da Copa de 2010 foi a Espanha. No caminho até a consagração, a Espanha eliminou Portugal, Paraguai e Alemanha nas fases finais.
terça-feira, 3 de julho de 2018
Diferença entre ginástica, atividade física e exercícios físicos
Diferença
entre ginástica, atividade física e exercícios físicos (valor 1,0)
1) Atividade Física: Deve ser aquela que mexe com você.
É natural, ao
homem, movimentar-se. Para realizar nossas tarefas do dia-a-dia, andamos,
subimos escadas, movemos os braços, agachamo-nos, sentamo-nos... A
atividade física é o corpo em movimento, em ação. São os músculos
esqueléticos do corpo (aqueles que podemos controlar
voluntariamente) gastando energia, contraindo-se e relaxando, numa sequência
coordenada entre a ação do tecido muscular e os tendões e os
ossos. Assim como em saúde e qualidade de vida, hoje em dia muito se fala
em atividade física. É mesmo essencial que se discuta o assunto, pois
entender a atividade física significa entender o homem como um ser dependente
de sua atividade física. Sim, dependemos dela e muitas vezes não
sabemos avaliar quão benéfica ela pode ser. O corpo humano é formado por
células, que se agrupam em tecidos, e que, por sua vez, se coordenam em
sistemas subordinados um ao outro, e interagindo para formar uma unidade,
que é cada um de nós. Saber como essa máquina humana funciona, descobrir a
melhor maneira de utilizá-la para nos levar de um lugar a outro, para saltar,
correr ou realizar cada movimento de nossos membros são questões
fundamentais. Chamamos de atividade física toda ação humana que envolva
movimentação e acelere os batimentos cardíacos acima da frequência de repouso.
Portanto, ao praticar muitas das suas atividades cotidianas como ir a pé até a
padaria, participar de um passeio ciclístico, subir escadas, fazer faxina,
dançar, brincar de pega-pega, subir em árvore, cavalgar, jogar uma pelada,
praticar natação etc você está praticando atividade física.
2) Exercício Físico: Nem toda atividade física é
exercício físico
Agora que você
já foi iniciado na importância da atividade física na sua rotina, saiba que a
atividade física nos dá os seus melhores resultados quando é praticada na forma
de exercício físico. É isso mesmo. O exercício físico é uma forma de atividade
física que tem como característica particular o objetivo de melhorar a aptidão
física (fitness). É o exercício, e
não qualquer atividade, que melhora a saúde e protege o organismo das doenças
crônico- degenerativas. Diferentemente de uma atividade física qualquer, que
pode ser absolutamente espontânea como sair correndo para não perder o ônibus,
o exercício físico é sistematizado. Andar, por exemplo, é uma atividade física
quando o objetivo dos passos é meramente ir de um lugar a outro, mas é um
exercício físico se a intenção é obter as benesses de caminhar, como uma melhor
condição cardiorrespiratória, a perda de gordura ou o trabalho muscular. A
definição de exercício físico pelo Conselho Federal de Educação
Física é: “Sequência sistematizada de movimentos de diferentes segmentos
corporais, executados de forma planejada, segundo um determinado objetivo a
atingir. Uma das formas de atividade física planejada, estruturada, repetitiva,
que objetiva o desenvolvimento da aptidão física, do condicionamento físico, de
habilidades motoras ou reabilitação orgânico-funcional, definido de acordo com
diagnóstico de necessidade ou carências específicas de seus praticantes, em
contextos sociais diferenciados”.
3) Ginástica: O que é ginástica?
A palavra
“ginástica” já era empregada na Grécia antiga para designar exercícios físicos.
Ela vem do termo grego gymnos,
que significa nu. O termo data mais ou menos 400 a.C. A ginástica na época
dos pensadores clássicos era considerada de suma importância para a saúde e,
mais do que isso, para a grandeza do homem. Vem de longe o ideal de equilíbrio
entre corpo e mente, matéria e espírito. Platão considerava que a ginástica e a
música (termo que na época se referia a poesia, drama, História, oratória e
ciência) constituíam, juntas, a Paidéia,
a cultura, a educação, enfim, a formação do homem. A ginástica era uma
atividade social para os cidadãos gregos, que se reuniam nos ginásios para a
prática conjunta. O significado exato da palavra “ginástica” mudou ao longo do
tempo, pois mudou o enfoque da Educação Física. A ginástica chegou a ser
inclusive sinônimo de Educação Física para algumas nações, que direcionavam a
prática de exercícios conforme a cultura vigente, tendo, inclusive, motivos
militares. Corrida era ginástica, natação era ginástica, musculação era
ginástica, dança era ginástica. Atualmente, o termo está começando a cair em
desuso e sendo substituído por “exercício físico”. Corrida é exercício, natação
é exercício, e ginástica é exercício. O que se chama de ginástica, hoje, é uma
sequência de exercícios de mesmo tipo realizados normalmente em um mesmo lugar.
Há vários tipos de ginástica e o mais praticado deles continua variando
conforme a cultura da época. Nos anos 70 e 80, explodiu nas academias a
ginástica aeróbica, que prioriza o trabalho cardiovascular. Nos anos 90, quem
ganhou espaço foi a ginástica localizada, que prioriza o trabalho muscular.
Mais recentemente cresceu a procura por ginásticas suaves (yoga, ginástica postural, tai-chi
chuan, ginástica com movimentos de animais) com maior enfoque no
alongamento, no relaxamento e na meditação. Nas últimas décadas, as mulheres se
tornaram as maiores consumidoras das ginásticas, principalmente devido aos seus
efeitos estéticos. A ginástica, em comparação com a musculação, preferida pelos
homens como meio de moldar a silhueta, é quase sempre praticada em aulas
coletivas, monitoradas por um professor e com trilha musical. Por muitos anos,
as aulas de ginástica foram quase exclusivamente femininas. No entanto, homens
e mulheres vão, aos poucos, transitando com maior frequência entre as áreas do
exercício físico; elas se encorajando para a musculação e eles se desinibindo
para a ginástica.
SABA, Fábio. Mexa-se: Atividade Física, saúde e
bem-estar. 2.ed. São Paulo: Phote, 2008. Disponível em http://crv.educacao.mg.gov.br/sistema_crv/TRE_Exibe.aspx?id_objeto=71227&n2=Sistema%20de%20Troca%20de%20Recursos%20Educacionais&n3=Ensino%20M%C3%A9dio&n4=Educa%C3%A7%C3%A3o%20F%C3%ADsica.
Acesso em 26/06/2018.
Conceitos:
Esporte, Jogo, Exercício
Físico e Atividade Física
4)
Esporte
Muitas vezes
usamos os termos esporte, atividade física e exercício físico como sinônimo,
porém tais nomes apresentam diferenças em suas definições e práticas. Portanto,
o objetivo deste conteúdo é conceituar, classificar, refletir e propor
vivências dos termos indicados. Iremos começar pelo esporte. Para Betti (1991),
o esporte é uma atividade social institucionalizada, com regras, que envolve o
prazer (lúdico), na forma de competição entre oponentes, cujo objetivo é
determinar o vencedor. Já Bracht (1989) considera o esporte uma atividade
corporal competitiva, que tem como objetivo a vitória, o rendimento
físico-técnico, racionalização, recorde e cientificização do treinamento. Assim,
ao considerar as duas definições o esporte tem o lúdico presente em sua
prática, porém, as regras são determinadas por um código de conduta ou livro de
regras que são respeitadas durante as competições. É institucionalizado, isto
é, submetem-se as normas e leis de confederações, federações, entidades que
regem as competições regionais, nacionais e internacionais. Para entendermos
melhor o termo façamos uma comparação entre esporte e jogo.
[5] Huinzinga (2007, p. 33) apresenta a
seguinte definição de jogo: “[...]
uma atividade ou ocupação voluntária, exercida dentro de certos e determinados
limites de tempo e de espaço, segundo regras livremente consentidas, mas
absolutamente obrigatórias, dotada de um fim em si mesmo, acompanhada de um
sentimento de tensão e de alegria e de uma consciência de ser diferente da vida
quotidiana”.
Assim, o esporte
difere do jogo tanto no objetivo quanto na organização. O jogo tem como
objetivo, além da vitória, a participação, o caráter voluntário, o prazer (ou
desprazer), o “não sério”, a liberdade é inerente ao jogo. Não segue regras
rígidas de conduta, ou seja, as regras existem, porém podem ser alteradas de
acordo com o consentimento dos participantes. Não se submete as normas ou leis
de instituições esportivas. No esporte, não se exclui a importância dada aos
resultados, o que se faz é tão importante quanto à livre escolha que se fez.
Agora, vamos
estudar o esporte sobre três dimensões: educação, participação e performance.
Segundo Tubino (1991, p. 31-37) o esporte, a partir do pressuposto do direito
de todos à prática esportiva, pode ser compreendido por meio de três
manifestações ou formas de exercício deste direito:
a) Esporte-educação:
nesta percepção o conteúdo é fundamentalmente educativo; as competições
escolares devem ter um sentido educativo, e não simplesmente
reproduzir as competições de alto nível. Tubino ao falar desta percepção cita
Teotônio Lima, que acredita numa orientação educativa do esporte sob três
aspectos pedagógicos: a de integração social (participação na tomada de
decisões), a de desenvolvimento psicomotor (atender as necessidades de
movimento e proporcionar situações de juízo crítico, autoavaliação) e a das
atividades físicas educativas (proporcionar o desenvolvimento das aptidões e
capacidades). Outro ponto está na formação para a cidadania, na qual Tubino
cita Hirschman. Nesta visão três dimensões deveriam ser consideradas: a
cidadania política (exercício do poder, direito do voto), a cidadania civil
(liberdade de pensamento e expressão) e a cidadania social (expressa na
educação, saúde, bem-estar e segurança).
b) Esporte-participação:
aqui está a dimensão social do esporte com o princípio do prazer lúdico;
relaciona-se com o lazer e o tempo livre; também é chamado de popular.
Apresenta os seguintes propósitos: descontração, diversão, desenvolvimento
pessoal e relações entre as pessoas. Além das condições hedonísticas (o prazer
como bem supremo) o esporte popular tem o seu valor social. Tal valor é
evidente nos programas de esportes nascidos nos grupos ou comunidades, aqui
presente o caminho democrático. A participação equilibra o quadro de
desigualdades esportivas encontrado na dimensão do esporte-performance.
c) Esporte-performance: sinônimo do
conceito de esporte até a década de sessenta. Exige organização complexa e
investimentos. Traz consigo os propósitos de êxitos esportivos, a vitória,
códigos e regras preestabelecidos pelos organismos internacionais. Tendência
natural de ser praticado por talentos esportivos, o que impede de ser
considerada uma manifestação comprometida com os preceitos democráticos. Nos
espetáculos esportivos está presente a dimensão social, com suas possibilidades
positivas (intercâmbios internacionais, fortalecimento da sociedade, geração de
profissões, turismo, influência no esporte popular) e negativas (meio de negócio,
exclusão, reprodução da violência que acontece no cenário esportivo, incentivo
ao consumo exacerbado de produtos esportivos).
Por conseguinte,
numa visão sociocultural o vínculo cultural de cada modalidade esportiva estará
no jogo que a originou; o significado e os valores que dão sentido cultural ao
esporte estão sempre no jogo. Portanto, o jogo é um componente sociocultural do
esporte, porém, a exacerbação do agon (competição,
disputa), ou o detrimento do ludens (lúdico,
prazer), tornou o esporte muito mais competição do que jogo, perdendo parte do
seu significado sociocultural inicial.
6) Atividade Física e Exercício Físico
O termo atividade
física é definido como qualquer atividade que proporcione gasto energético
acima dos níveis de repouso, como nas atividades domésticas, laborais, de
lazer, exercícios e esporte. Assim, varrer uma casa, lavar roupa, caminhar pelo
parque, dirigir um carro, jogar uma partida de futebol, nadar etc. são
atividades físicas. Porém, nem toda atividade é um exercício físico. O exercício
físico é definido como uma atividade sistematizada, repetitiva,
padronizada, com objetivos relacionados ao desenvolvimento de habilidades
motoras ou capacidades físicas. Por conseguinte, uma atividade física
planejada, orientada e proposta para a manutenção ou melhora da aptidão física
(capacidade aeróbia, capacidade muscular, flexibilidade e composição corporal),
é considerada um exercício físico. Por exemplo, quando realizo uma série de
abdominais o faço de forma repetitiva, padronizada e com o objetivo de manter
ou melhorar a resistência ou força dos músculos do abdômen. Já, quando vou
varrer uma casa não determino o número de movimentos que irei realizar para
limpar toda a casa, nem tenho como objetivo fortalecer os músculos que estão
envolvidos no ato de varrer. Dessa forma, todo exercício físico é uma atividade
física, porém nem toda atividade física é um exercício físico.
Leia mais: https://alanantunes.webnode.com.br/news/conceitos-esporte-jogo-exercicio-fisico-e-atividade-fisica/.
Acesso em 26/06/2018.
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